. Dizem por aí que eu sou uma mãe tranqüila. Eu também acho. E então, nessa semana, as vésperas de um longo feriado no qual eu pretendo viajar para uma praia completamente isolada, o Ian começou com uma tosse. E não é gripe, não tem dor de garganta, só muita tosse! Logo falei com a pediatra, começamos a medicação e as rezas, né? Não dá para ir para um lugar sem energia elétrica, sem telefone e com acesso apenas a barco com um bebê doente.
.
Aí, ontem a noite ele acordou por volta das 22h30 chorando sem parar. Mas, berrando de um jeito que eu nunca tinha visto antes, talvez quando ele nasceu e só. E não parava de chorar nunca, não queria água, nem mamadeira, nem colo, nem NADA. Nessas horas me dá uma saudade do peito, que (ah!) isso sim teria calado a criança. Eu acho. Enfim, o tempo foi passando e o cara continuava chorando. “Bom..”, eu pensei, “vou ligar para pediatra, né?”. Quanto antes melhor, afinal, ninguém merece ser importunado na paz do lar no meio da madrugada. Ainda era por volta das onze, então ok.
.
Ela atendeu rapidamente, parecia que estava me esperando, meio preocupada com essa tosse e a nossa viagem. Mas, segundo ela tem a ver com os benditos dentes (como TUDO nessa fase) e, enquanto ouvia o Ian gritando aos berros, me passou algumas instruções: aumentar a dose do remédio, muito colinho e ligar para ela caso não melhore - e é por essas e outras que eu amo - e recomendo - a minha pediatra, sempre.
.
Aos poucos ele foi melhorando, dormiu na cama da mamãe e hoje parecia estar melhor. Mas, a noite está chegando e é lá que o bicho pega.